Os 29 mandamentos do Rock’n’Roll – Tudo o que é preciso para vencer no mundo do Rock, nas palavras de quem sabe do que fala – SLASH (45 anos)

O guitarrista dos Guns’N’Roses, que este ano actuou em Portugal, arrepende-se de não ter estudado.

Não desista da escola: Era bastante rebelde e fui muitas vezes corrido da escola, por isso não sou grande exemplo. Consegui fazer metade do secundário e depois desisti de tudo, para poder tocar guitarra. Porém, nunca diria aos meus miúdos: «Não precisas de ir à escola, só precisas de fazer isto ou aquilo…». Ter uma boa educação é muito importante e eu defendo que se deve ser bem-educado.

Mostre firmeza: Gostava mesmo dos Guns’N’Roses, de como fazíamos as coisas e da atitude que tínhamos. Houve obstáculos mas conseguimos ultrapassá-los. Contudo, não ligávamos às pessoas que diziam que nós éramos a banda mais perigosa do mundo – esse foi o rótulo que nos puseram. Sempre apreciei a forma como fazíamos tudo o que queríamos, sem nos conformarmos com os padrões da indústria. Fazíamos tudo à nossa maneira e tivemos sucesso quando o fizemos.

Adapte-se à fama: Nunca quis ser rico, ter dez carros e uma mansão. Por isso, quando veio o dinheiro, tive muita dificuldade em adaptar-me. Foi por isso que me meti na cena das drogas – e as drogas causam alienação. Precisei de muito tempo para encarar a realidade de ser bem-sucedido e estar a fazer dinheiro. Antes de isso acontecer, tornei-me recluso e isolei-me.

Toque com outras pessoas: Há algo de muito humilde e verdadeiro nisto: aprender a gravar ou a tocar segundo as características de outras pessoas e aprender a ajustarmos-nos a diferentes ambientes. Manter os pés na terra como músico também nos ensina a adaptar-nos a diferentes situações – nem tudo se resume ao mundinho em que vivemos, há imensas oportunidades por aí, com pessoas diferentes com quem nunca tocámos e com as quais se pode sempre aprender.

As drogas não criam nada: Os músicos pensavam que as drogas eram uma maneira de expandir a mente, que nos tornavam mais criativos, que faziam isto, faziam aquilo – e toda a gente adorava. Mas eu só usava as drogas pelo lado divertido; nunca me motivaram como músico. o que é uma sorte, porque agora que não uso drogas, não sinto que precise delas, nem sinto falta delas. As drogas e a bebida serviam apenas para preencher o vazio numa situação social, porque nunca fui bom a socializar.

Confie na química: A química é essencial para se ter uma banda realmente fantástica. Pode tornar-se um bocado banal, mas não se dissolve. As diferenças de personalidade que acabam por surgir são um problema maior. Não é um muro criativo que se ergue; são as diferenças de personalidade que se intromete e evoluem passado algum tempo.

A indústria é dura: É preciso querer mesmo muito fazer isto. É preciso estabelecer prioridades ao ponto de não se ter vida além disso; é esse tipo de compromisso. E depois há que trabalhar arduamente. Foi isso que toda a gente fez. Tinham um sonho dentro de si e fizeram tudo o que era preciso para concretizá-lo.

FONTE: Blitz (Janeiro)

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