Mãe de Selena Gomez sofre aborto

A mãe de Selena Gomez terá sofrido um aborto, o que levou a cantora a cancelar os concertos em Chicago e Seattle. A notícia abalou toda a família, principalmente a namorada de Justin Bieber. Há cerca de um mês, Selena Gomez anunciava que estava muito feliz, porque ia ter um irmão. Este foi um Natal mais triste, mas a jovem teve o apoio do namorado para ultrapassar esta fase difícil.

FONTE: TV7 Dias

Jon Bon Jovi: falso boato

Jon Bon Jovi voi vítima de um boato e desmentiu-o… com sentido de humor. Durante a sua digressão pelos EUA, o cantor foi dado como morto pela Imprensa, o que o levou a descansar os fãs, brincando com a situação. “O Céu parece-se bastante com New Jersey”, escreveu o cantor numa folha, fotografando-se ao lado da árvore de Natal. A confusão deve-se ao facto de Jon ter participado num exercício de reanimação.

FONTE: TV7 Dias

Britney Spears: Terceiro casamento

Pela terceira vez, Britney Spears foi pedida em casamento. Depois de trocar alianças com Jason Alexander, em 2004 (com quem esteve casada apenas 55 horas) e com Kevin Federline, em 2007, a cantora, que fez este mês 30 anos, está noiva do namorado de longa data, Jason Trawick, que organizou um jantar em Las Vegas. “Estamos na lua”, declarou Britney.

FONTE: TV7 Dias

Os 29 mandamentos do Rock’n’Roll – Tudo o que é preciso para vencer no mundo do Rock, nas palavras de quem sabe do que fala – JERRY CANTRELL (44 anos)

Artesão dos riffs dos Alice In Chains não tem um emprego – e gosta disso.

Não ligar aos rótulos: A parte mais frustrante de tudo isso é ser catalogado com uma palavra. É um bocado chato. Grunge foi o que nos chamaram – mas nenhum de nós o dizia! Estávamos só a tocar rock’n’roll! Diga-se que quando começámos fomos catalogados como metal, depois fomos alternativos, depois fomos metal alternativo, e depois apareceu a palavra grunge e nós éramos grunge; nos últimos anos, desde que voltámos a tocar, já ouvi dizer que somos hard rock, metal, metal alternativo, e agora, quando fui à loja HMV em Londres, vi que estamos novamente na secção de metal! Por isso não sei, digam-me vocês!

Liberdade criativa acima de tudo: O mais importante é fazer o que se sente que é certo. Tivemos a sorte de ter sucesso, o que nos permitiu fazer algumas das coisas que achávamos certas e que acabaram por correr bem – por isso não havia muita coisa a dizer-nos. Essa é uma sensação muito boa quando se é jovem – e também para uma jovem banda. Poder ter liberdade.

A música cura tudo: A música foi sempre algo com que pude contar, para o bem e para o mal. Esteve sempre lá para mim, e continua a estar. Valorizo essa capacidade de criar a partir de situações que talvez não sejam muito boas. Já há canções de amor suficientes por aí – e é bom! – mas sempre gostei de escrever sobre temas um pouco mais obscuros!

A estrada é um preço a pagar: Como a maior parte das coisas na vida, andar em digressão pode ser uma faca de dois gumes. A parte boa é que te permite viajar e estar cara-a-cara com as pessoas que foram tocadas pela música e que se ligaram a ela, e que te apoiaram nos melhores e piores momentos, que são dedicadas a ela. Andas por todo o mundo e tocas para pessoas e ainda ganhas dinheiro com isso – não ter um emprego normal é uma cena brutal! É muito trabalhoso e exigente, e quanto mais tempo o fizeres mais trabalho tens a manter o teu corpo em ordem – viajar constantemente, adoecer, comer mal, dormir pouco… faz parte – tudo tem um preço que estou disposto a pagar.

As drogas são como o pai e a mãe disseram: É uma merda pelo qual todos os miúdos passam – acho que não é exclusivo dos músicos, está disponível a toda a gente. Faz parte do crescimento, quando o jovem está a tornar-se adulto. Experimentar drogas é bastante divertido durante uns tempos –  e para nós foi. Mas é exactamente como a nossa mãe e o nosso pai nos disseram: distância delas! Infelizmente, tornamos-nos agarrados antes de nos conseguirmos aperceber disso. Já passámos pelo pior, especialmente quando perdemos o nosso amigo Layne [o vocalista original dos Alice In Chains Layne Staley, morreu de overdose em 2002]. Talvez ganhes juízo; talvez aprendas que esse não é o caminho a seguir, ou talvez te apercebas que ainda tens muito para viver.

Basta ser verdadeiro: Mantivemos-nos uns aos outros com os pés na terra – sempre o fizemos, mesmo quando estávamos meio aéreos! É importante não nos levarmos demasiado a sério, rir sobre isso, mas tenta levar o trabalho a sério. Já viram os Spinal Tab [This Is Spinal Tab, filme de 1984, sobre as desventuras de uma banda fictícia]? Aquilo acontece diariamente, por isso vai haver muitas razões para rir.

A felicidade é o mais importante: A definição de sucesso é fazer o que te faz feliz, contra todos os contratempos. Antes de ter público e antes das vendas do álbum, só me interessava a música que fazíamos. Tivémos sucesso, que veio por acréscimo. Fazer primeiro aquilo que te faz feliz – é isso que importa.

FONTE: Blitz (Janeiro 2012)

Os 29 mandamentos do Rock’n’Roll – Tudo o que é preciso para vencer no mundo do Rock, nas palavras de quem sabe do que fala – SLASH (45 anos)

O guitarrista dos Guns’N’Roses, que este ano actuou em Portugal, arrepende-se de não ter estudado.

Não desista da escola: Era bastante rebelde e fui muitas vezes corrido da escola, por isso não sou grande exemplo. Consegui fazer metade do secundário e depois desisti de tudo, para poder tocar guitarra. Porém, nunca diria aos meus miúdos: «Não precisas de ir à escola, só precisas de fazer isto ou aquilo…». Ter uma boa educação é muito importante e eu defendo que se deve ser bem-educado.

Mostre firmeza: Gostava mesmo dos Guns’N’Roses, de como fazíamos as coisas e da atitude que tínhamos. Houve obstáculos mas conseguimos ultrapassá-los. Contudo, não ligávamos às pessoas que diziam que nós éramos a banda mais perigosa do mundo – esse foi o rótulo que nos puseram. Sempre apreciei a forma como fazíamos tudo o que queríamos, sem nos conformarmos com os padrões da indústria. Fazíamos tudo à nossa maneira e tivemos sucesso quando o fizemos.

Adapte-se à fama: Nunca quis ser rico, ter dez carros e uma mansão. Por isso, quando veio o dinheiro, tive muita dificuldade em adaptar-me. Foi por isso que me meti na cena das drogas – e as drogas causam alienação. Precisei de muito tempo para encarar a realidade de ser bem-sucedido e estar a fazer dinheiro. Antes de isso acontecer, tornei-me recluso e isolei-me.

Toque com outras pessoas: Há algo de muito humilde e verdadeiro nisto: aprender a gravar ou a tocar segundo as características de outras pessoas e aprender a ajustarmos-nos a diferentes ambientes. Manter os pés na terra como músico também nos ensina a adaptar-nos a diferentes situações – nem tudo se resume ao mundinho em que vivemos, há imensas oportunidades por aí, com pessoas diferentes com quem nunca tocámos e com as quais se pode sempre aprender.

As drogas não criam nada: Os músicos pensavam que as drogas eram uma maneira de expandir a mente, que nos tornavam mais criativos, que faziam isto, faziam aquilo – e toda a gente adorava. Mas eu só usava as drogas pelo lado divertido; nunca me motivaram como músico. o que é uma sorte, porque agora que não uso drogas, não sinto que precise delas, nem sinto falta delas. As drogas e a bebida serviam apenas para preencher o vazio numa situação social, porque nunca fui bom a socializar.

Confie na química: A química é essencial para se ter uma banda realmente fantástica. Pode tornar-se um bocado banal, mas não se dissolve. As diferenças de personalidade que acabam por surgir são um problema maior. Não é um muro criativo que se ergue; são as diferenças de personalidade que se intromete e evoluem passado algum tempo.

A indústria é dura: É preciso querer mesmo muito fazer isto. É preciso estabelecer prioridades ao ponto de não se ter vida além disso; é esse tipo de compromisso. E depois há que trabalhar arduamente. Foi isso que toda a gente fez. Tinham um sonho dentro de si e fizeram tudo o que era preciso para concretizá-lo.

FONTE: Blitz (Janeiro)

Os 29 mandamentos do Rock’n’Roll – Tudo o que é preciso para vencer no mundo do Rock, nas palavras de quem sabe do que fala – LENNY KRAVITZ (46 anos)

Com uma Gibson Flying V as mãos desde 1991.

Ninguém manda em si: Disseram-me para alterar completamente a minha música. As pessoas pensavam que eu tinha talento e acreditavam em mim, mas queriam que fizesse a música que passava na rádio. Deixei passar dois ou três contratos discográficos, no início. E isto foi numa altura em que vivia num carro, dormia nos sofás dos amigos e não tinha dinheiro nenhum. Não aceitei os contratos porque sabia que se o fizesse ia ter algum dinheiro, mas lançava um único disco e depois era o fim. Faço o que faço, e o que faço flui de mim naturalmente. A ideia de ter de me conformar ao ideal de outra pessoa é inaceitável. Eu sou eu. Se não posso ser eu, prefiro não fazer isto.

Não deixe que a editora estrague tudo: É preciso um bom advogado e saber o que se está a assinar. Obviamente que hoje em dia é mais complicado, porque a indústria discográfica está a desintegrar-se e nesta altura há bandas que estão a dar tudo de bandeja só para conseguir um acordo para um disco. Eu aguentei muito, e quando acabei por assinar certifiquei-me que mantinha o controlo criativo sobre tudo. Por isso, nunca tive de lidar com editoras a meterem-se no meu trabalho. Se não puder ser como quero, não se faz.

Não se deixe levar pelo hype: Algumas pessoas acham que o meu sucesso aconteceu do dia para a noite, o que não é verdade. Foi preciso muito trabalho. Quando o primeiro disco saiu, começou tudo. Não sou o tipo de pessoa que liga ao hype; só me interessa a música. A fama e o dinheiro são coisas boas, claro, dá para tratarmos bem da nossa família, para vivermos bem, mas no fim de contas interessa mantermos-nos fiéis à nossa arte.

Mantenha os pés no chão: A minha mãe foi uma actriz de sucesso e tive-a sempre como exemplo. Manteve sempre os pés no chão. É uma bênção podermos fazer aquilo que amamos e ganhar dinheiro com isso, mas nunca tive uma atitude de superioridade em relação ao que está à minha volta. Ainda tenho amigos do tempo em que tinha 6 anos.

Cuidado com as groupies: Ao início é muito sedutor, sem qualquer dúvida. Nunca fui muito de groupies, mas a verdade é que estamos sempre a conhecer mulheres adoráveis e temos «acesso» a elas. Mas no final de contas, queres é estar com uma pessoa que goste de ti por quem és. E torna-se cada vez mais difícil encontrar alguém assim, que se concentre em ti como pessoa e não em tudo o que está à tua volta.

O que os jornais escrevem não interessa: 90% das coisas que se lêem na coluna dos mexericos são falsas. Esforcei-me bastante para desaparecer uns tempos e finalmente voltaram a falar de mim só por causa da música. Mas é preciso estar atento a onde se vá e ao que se faz. É preciso assegurarmos-nos que damos a estas pessoas só o que queremos dar.

A música não chega: Estou a tentar experimentar outras coisas, a fazer a passagem para outras áreas. Estou prestes a fazer um filme, também ando metido no design, com a Kravitz Design, que faz mobiliário, arte… Acabo de realizar a minha primeira exposição de fotografias numa galeria de Nova Iorque.

Não é obrigatório usar óculos de sol: Eu uso-os, mas sempre usei. Não os uso como parte de uma personagem, nem nada do género. Cada um é como é.

FONTE: Blitz (Janeiro 2012)

Os 29 mandamentos do Rock’n’Roll – Tudo o que é preciso para vencer no mundo do Rock, nas palavras de quem sabe do que fala – JOHNNY MARR (47 anos)

Dono e senhor dos «rendilhados» dos Smiths

Se não é difícil não vale a pena: Estar numa banda, excelente ou não, não deve ser fácil. Se for, alguma coisa está mal. Ainda que todas as bandas das quais fiz parte na minha adolescência fossem completamente inexperientes, todos levávamos aquilo muito a sério: era uma questão de vida ou de morte. E é assim que deve ser. Mesmo as partes más da vida de músico – aterrar nos sofás dos amigos, carregar equipamento na neve, viajar em carrinhas decrépitas – me soavam bem. Pelo menos bem melhor do que a alternativa: o emprego das 09 às 05 num escritório ou algo do género, o equivalente à destruição da vida.

Faça-se ouvir: Há quem diga que é preciso muita sorte – e isso é definitivamente verdade – mas ninguém vai reparar em vocês se estiverem sentados sem fazer nada e a dizer mal de toda a gente. Têm de criar a vossa própria sorte. A maior parte dos músicos quer ser ouvida e vista. E é assim que deve ser.

A música é uma forma de olhar para o mundo: O mundo não fazia muito sentido para mim até que decidi ser músico. Fazer música foi uma necessidade emocional e psíquica, e acho que, de certa forma, também foi algo pragmático. Tinha de escapar dos subúrbios e do cinzentismo daquele tipo de existência. Mesmo antes disso, quando era miúdo, a música era outro mundo para onde escapar e a partir daí decidi que ia ser a minha casa, na minha cabeça. E isso ditou sempre a minha visão dos acontecimentos. Via tudo em termos de cultura pop e música rock.

Aceitar a evolução: Em termos musicais, estive sempre a avançar compulsivamente, sempre a mover-me de uma cena para a outra. Foi assim que aprendi a tocar guitarra da forma como toco. Algumas pessoas querem sempre ter a certeza de onde vão estar e do que estarão a fazer na semana seguinte ou no ano seguinte, por segurança, mas eu sempre odiei toda essa ideia. Tenho de sentir que estou a avançar.

Na música não há patamares: Há que manter a paixão. Adoro sentir que sou melhor guitarrista hoje em dia do que alguma vez fui. Quanto mais me dedico melhor me torno, vou ficando melhor com a idade. Quando somos novos tomamos as coisas por certas. Nunca consegui perceber os guitarristas que dizem que chegam a certo nível e ficam ali. Penso na guitarra como uma máquina multifacetada. Teria de viver mais umas quantas vidas antes de poder sequer contemplar ser o guitarrista que quero mesmo ser.

Apreciar os dois lados da equação musical: Não gostava nada das digressões. Gostava de estúdio e gravar discos. A tecnologia, a guitarra, as inovações… adorava estar no meio disso tudo. A ideia de eu conseguir fazer aquilo, no meu estúdio, todos os dias, era como poder ir a Marte sempre que quisesse. Mas depois fartei-me. Passei-me para o outro lado. Adoro andar em digressão, o autocarro, as viagens. Gosto de ter de tratar do meu equipamento todos os dias e da sensação que obtenho do público.

Nunca, nunca acreditem no hype: Não embarquem nas modinhas. Isso dá cabo de uma banda. As grandes bandas esperam sempre muito mais de si mesmas do que os fãs ou os media. De certa forma, é isso que faz delas grande. É como um sistema interno de filtragem. Dessa forma, o hype não as afecta. A atenção do exterior não interessa, é só uma coisa que surge naturalmente. Mas quando surgem os elogios e se lhes dá demasiada importância, aí é que estamos em sarilhos – somos expostos como uma fraude.

FONTE: Blitz (Janeiro 2012)