O Walkman morreu. Viva o Walkman!

O primeiro leitor de música portátil, considerado “um dos maiores símbolos de status” pelo jornal The Wall Street Journal, deixou de ser fabricado pela Sony. Recorde a sua história.

  Quem cresceu nos anos 80 ou 90, lembra-se dele com saudosismo. Tempos em que fazer cópias não era “pirataria”, a rádio era gravada, as cópias passavam de mão em mão, as cassetes eram ouvidas vezes sem conta e a música não era descartável: a era do walkman.
  O leitor tem raízes fixas nos anos 70. Com o uso do transistor, vieram as aparelhagens portáteis. Com a reestruturação da Sony, e, 1979, a empresa apresentou o walkman, feito a partir de leitor de cassetes, o Pressman, e auscultadores.
  O director e fundador da Sony, Akio Morita, viu nele um grande potencial de mercado. Então, a Sony enviou exemplares para pessoas influentes, celebridades e artistas. O walkman era para todos. A “walkmanmania” começou logo em 1980. Rapidamente, outras empresas como a Toshiba e Panasonic viram o seu potencial e lançaram os seus modelos. Mas o público preferia comprar os modelos mais baratos, de marcas desconhecidas. O sucesso deve-se muito a estas marcas, que generalizaram o uso dos leitores de cassetes. Em 1983, todos queriam um walkman.
  Proibiu-se a condução com auscultadores e referiu-se eventuais problemas de audição, mas nada prejudicou o walkman. Na era em que a MTV entrava no ar com Video Killed the Radio Star, os adolescentes ouviam hard-rock com o volume no máximo. O fosso geracional aumentava e os jovens aderiam aos gadgets.
  Surgiu também a indústria de acessórios, de auscultadores a colunas portáteis. Os preços baixavam com o acréscimo de funções. Em 1985 muitos modelos tinham equalizador e funções de auto-reverse. Quase todos os modelos passaram a usar apenas duas pilhas em vez de quatro e a Panasonic introduziu o sintonizador de rádio estéreo.
  O princípio do fim deu-se em 1986, ano em que a Sony anunciou o D-50, o primeiro discman. O som “perfeito” do CD levou à venda do discman e à cópia pelas outras empresas. Mas o walkman continuou popular, pois a cassete ainda era a melhor forma de ouvir música – de forma barata. Com os anos 90, a magia do walkman começava a desaparecer, lentamente substituída pelo discman ou pelos mini-disc. Com a Internet, o walkman foi ferido. Mas o tiro final foi o MP3. A música tornou-se digital, de fácil acesso, massificada.
  Mas este aparelho mudou a nossa percepção da música e tornou-se num ícone, o primeiro gadget com alma. Companheiro de viagens, tardes no quarto e dias de praia, de cassetes novas, velhas ou emprestadas, de melhores amigos, preimeiros e segundos amores, de alegria e revolta adolescente… O walkman esteve presente em todos esses momentos. Viva o walkman. Nunca serás esquecido, velho amigo.

FONTE: Focus

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