OP-ED: Musicians Speak Out (Sinister Muse Records president Christian Picciolini)

As a teenager, Sinister Muse Records president Christian Picciolini was embroiled in the white-power scene. A man who once used music to spread hate, Picciolini now works to spread acceptance and understanding throughout the music community and beyond, and he believes anyone can renounce their prejudiced views and work for positive change – if they decide they want to.

   “At 18, I stood onstage in a cathedral in Germany, cries of “Heil Hitler!” blocking out the roar of 3,000 European skinheads shouting my bands’ name, “Final Solution! Final Solution!” At that very moment, I was responsible for the electricity in the air, the adrenalin in veins, the sweat pouring down the shaved heads.
  Absolute devotion to white power pulsated through the crowd on that foggy March day in 1993. I imagined this was how Hitler had felt when he led the Germans on his mission for a pure race. He was dead – persecuted and misunderstood as far as I was concerned – but I was more that ready to step in and undertake his mission.
  Laws favoring blacks were taking white jobs, and we were overburdened with taxes used to support welfare. Neighborhoods of law-abiding, hard-working white families were being overrun with minority gangs and their drugs. Our women were being conned into relationships with minorities. Clearly, the white race was in peril.
  Or so I believed. What began as an affinity with punk music had grown to encompass the hateful lyrics and messages of white-power Oi! music. The truth was that my parents never lost jobs to any minorities. I didn’t even have a job, so I surely wasn’t supporting anybody on welfare. I’d never been the victim of racial bias, although I’d certainly perpetuated hate violence myself. Nevertheless, I pushed the punk-rock subculture to the limits, embraced the racist skinhead mentality and soon was so heavily indoctrinated into a world of hate that it blinded me.
  I was convinced that being a soldier meant hating the enemy, battling anyone unlike us at any given moment and spreading the seeds of hatred throughout the white community. I’m a natural leader, so it wasn’t long before I was also relaying the vicious messages to anyone who would listen. That message brought me to Weimar, Germany, when I was 18. The band I sang for, Final Solution, was one of a half-dozen white-power bands who performed at this worldwide skinhead concert.
  On that day, swastika flags littered the old German cathedral. They glistened on skin, covered clothes, hung on backpacks. I was onstage to make sure nobody forgot why we were gathered. Never mind that I was just a teenager from a lower-middle-class Chicago suburb. I was one of the powerful voices there, and I had no doubt the conviction of my words would have a lasting effect.
  What power. And what ignorance.
  Sometimes when I look back on that trip – which also included a visit to the Dachau concentration camp where I wore a swastika armband and gave Hitler salutes to flashing cameras – I can barely breathe. How could I have been so insensitive to the horrors perpetrated? So unfeeling about innocent people butchered in the name of racism, hate and blind faith?
  Some of my ignorant behavior was nothing more than the natural rebellious nature of a teenager looking for a way to be heard. I looked around me and saw people like my parents working hard and not really enjoying life. I didn’t want that to be me some day. I also didn’t want to be ordinary. I was sure I was destined for something greater. I wanted power and recognition. I wanted  something that made me feel my hot blood coursing through my veins.
  Music had that effect. Through white-power music, I met people who I thought cared about me, who I thought were like me. I liked being an outcast, flaunting authority. I was no longer a kid without much of a future. Instead, I was a soldier leading others on a mission.
  I confused hate and intimidation with passion, fear with respect.
  My involvement lasted far too long, and while it’s difficult to pinpoint one specific event that made me question my beliefs, in time I realized that what the world really needed were people who care for one another despite their differences. While attending DePaul University in Chicago, I was part of a United Nations conference focused on the Millennium Development Goals. I saw how much work there was to be done to make life fair for people of all races, religious beliefs, genders and sexual preferences.
  The more I learned, the less personal power mattered. Instead, what became clear to me was the importance of helping others. So I left my hate and racist music in the dust and made a video devoted to the Millennium Development Goals to try to inspire others to help correct some of the real problems facing the world. Now all that mattered to me was reaching people with the message to help.
  While I am still very active in the music industry, I would never again consider working with anyone that spews hatred or prejudice. I simply will not tolerate it and neither should you. One thing that allowed me to feel such hate in my past was that I refused to see the humanity in others, so I challenge you to take that step. Find a cause you believe in – the environment, gender equality, anti-racism – and do something to make a difference. Organize a benefit concert, design and sell T-shirts promoting a cause, support positive change in the world.
  Make music. But let the song you sing be one that embraces, not disgraces, humanity.”

Christian Picciolini is a Chicago-based musician, writer, visual artist and entrepreneur. For more info on his random projects, check out www.sinistermuse.com and www.un.org/millenniumgoals

SOURCE: Alternative Press


Yamaha Pianocraft E-730

   O sistema de som Yamaha Pianocraft E-730 é uma aparelhagem extremamente compacta que se adapta a todas as salas ou escritórios e, apesar do tamanho, consegue encher de música com grande qualidade de som esses espaços. Além do leitor de CD e de DVD, esconde um amplificador com duas saídas de 30 watts cada uma, saída para subwoofer e rádio FM. O E-730 tem ainda uma porta USB que permite a ligação de dispositivos externos, como pens com música em MP3, e ainda tem uma saída HDMI 1080p para assegurar grande qualidade de imagem na ligação a um televisor Full HD.

Info: www.yamaha.maygap.com/pianocraft.htm
Preço aprox.: 449€

FONTE: Notícias Magazine

Denon AHD7000 – Para ouvidos de ouro

A Denon criou os auscultadores AHD7000 pensados para o melómano exigente que pretende usufruir da sua colecção de música com uma qualidade insuperável, mas sem incomodar os vizinhos. Construídos apenas com materiais nobres, têm ainda madeira utilizada o trunfo que dá a estes auscultadores propriedades acústicas únicas e consegue oferecer resultados que normalmente apenas é possível alcançar com colunas de som. O resultado é unânime: uns auscultadores jamais produzidos em todo o mundo. Pesam 370 gramas.

Info: www.videoacustica.pt
Preço aprox.: 1069€

FONTE: Notícias Magazine

Yamaha TSX-120

O TSX-120 dá-lhe o melhor do seu iPod, para além de rádio FM com RDS. Está disponível na cor branca com detalhes em madeira na parte superior. Tem uma doca para iPod compatível com todos os modelos. As duas colunas de 8cm cada, com uma potência de saída de 15W (cada uma), garantem a qualidade de som, com Bass Reflex e uma boa dispersão dos graves.

Info: www.yamaha.com
Preço: 309€

FONTE: Notícias Sábado

Denon DP-200USB – Do vinil para a pen

   Para passar finalmente a sua colecção de discos em vinil para o formato digital MP3 de uma forma bastante simples e eficaz, a Denon lançou o DP-200USB, um gira-discos automático com porta UBS e conversão directa para MP3. Além de não ser preciso um computador para converter as gravações analógicas para digitais, o utilizador só tem de colocar o disco no prato (seja LP ou um single), introduzir uma pen USB na ranhura na parte frontal do aparelho e deixar que o gira-discos grave automáticamente as faixas com qualidade CD (MP3 a 192Kbps). Mede 360x98x358mm e pesa 3.2 quilos.

Info: www.videoacustica.pt
Preço aprox.: 239€

FONTE: Notícias Magazine

Dez anos de música digital

Antes de ser realidade, a ideia de levar música para qualquer lado, graças às maravilhas da técnica, foi motivo de experiências quase futuristas. Símbolo de actualidade e sentido estilístico esclarecido, o leitor de MP3 – hoje transformado em ferramenta multimédia – faz dez anos. Idade curta, maturidade desenvolvida e um percurso para recordar.

Em Junho deste ano, a revista Rolling Stone colocava Barack Obama na capa e convidava os leitores a descobrirem o que estava guardado no iPod do então candidato presidencial.  Importava saber qual a playlist do mais que provável futuro Chefe de Estado: Stevie Wonder, Jay Z, Bruce Springsteen e Bob Dylan eram escolhas assumidas com gosto e revelavam uma saudável e democrática relação com a tradição musical americana. Ao mesmo tempo, deixavam a confirmação junto do eleitorado: Obama é sinónimo de contemporaneidade, de quotidiano vivido através dos hábitos de um qualquer comum cidadão. Que dia-a-dia é este? O tal que se vê pelas ruas, de auscultadores e menear de ancas despreocupado, entre percursos e transportes públicos que se fazem com banda sonora, em ambiente individual. Chamaram-lhe leitor de MP3 há dez anos, quando chegou ao mercado. Hoje tem dezenas de nomes, uns populares, outros apenas funcionais. Todos são sinónimo de sucesso, objecto pop, comum, abrangente. No entanto, a portabilidade da música foi coisa para trabalho árduo, inevitavelmente nascida em tempos e terras de gente atenta à tecnologia e às suas possibilidades. Mais que atenta, apaixonada. Na Alemanha de finais de 60, a investigação tecnológica que acompanhava a criação artística, sobretudo entre Berlim e Dusseldorf, chegava também aos pólos académicos e industriais. Nuremberga, casa da Siemens ou da MAN, seria abrigo para apostas no universo da audiofilia com um objectivo simples: tornar possível a transmissão de música através da rede telefónica. A missão pedia um avançado sistema de compressão electrónica, exercício que antecedeu a transformação da música em objecto portátil.
Primeiro ano-chave: 1979. Por terras alemãs, a equipa do professor Dieter Seitzer fazia saber aos mais cépticos que as suas ambições eram em boa verdade, concretizáveis. Ao mesmo tempo, no Reino Unido, um aventureiro de nome Kane Kramer revelava-se como o primeiro autor de um leitor de música digital portátil, ainda antes do Discman da Sony, que chegou ao mundo no início da década de 80. No entanto, foi experiência fugaz. O protótipo de nome IXI era capaz de reproduzir apenas 3,5 minutos de música, falhando na hora de convencer produtores de nome feito. No entanto, reconheça-se o mérito de Kane Kramer. Na verdade, a Apple foi a primeira a fazê-lo, quando recrutou o inglês para os seus quadros, ainda antes de ter transformado o mundo da música digital. Mas esta mudança só seria visível décadas mais tarde.
MP3, a sigla (que por estes dias tem sido estudada para receber um logótipo, algo parecido com o que sucedeu com o CD ou o DVD), surgiu em 1995 quando ficheiros áudio passavam já pelos computadores pessoais. Foi a evolução natural para um conceito que pairava há anos entre nomes complexos como ASPEC ou Optimum Coding in the Frequency Domain. Compressão e algoritmos, descodificação e software.
As palavras multiplicaram-se até se ter encontrado a derivação perfeita, partindo da já familiar expressão MPEG. Ainda que pareça agora um nome óbvio, MP3 foi mesmo razão para uma sondagem académica a nível mundial. Para o utilizador menos preocupado com origens e desenvolvimentos técnicos, era apenas uma abreviatura simpática, que significava, para quem a utilizava, conhecimento tecnológico e status digital – isto quando “banda larga” fazia ainda parte do desconhecido.
O início da década de 90 foi era dourada para a indústria musical. Depois da introdução do Compact Disc e da sua massificação, as vendas generosas justificavam qualquer investimento. E representavam também a motivação ideal para os fabricantes tecnológicos apostarem na inovação. A sul-coreana SaeHan foi a primeira a acreditar no valor da “música virtual em qualquer parte”. Iniciou a produção de um protótipo em 1997, para o levar às lojas no ano seguinte. Não é que 1998 seja o início da história, mas foi ano-chave, para o antes e para o que se seguiu. E tudo o que aconteceu muito depressa. No mercado asiático surgiu o MPMan F-10. Escreveu Graham Skee, jornalista obcecado com a vida em formato digital: “Enquanto crianças, a televisão tinha apenas quatro canais. E os primeiros leitores de MP3 tinham 32 megabytes de capacidade para armazenar não mais do que oito canções.” A frase está no site www.anythingbutipod.com, morada para alimentar rivalidades e concorrência. Sentimentos presentes desde sempre, diga-se.
Ainda em 1998, a Diamond Multimedia introduziu o Rio na sua primeira geração. Pouco depois, a companhia era processada pela Associação Fonográfica Americana (RIAA), que alegava uma infracção dos direitos de autor. Não venceu mas convenceu outros a seguir o mesmo caminho e à criação de novas leis sobre o universo digital.
Os leitores digitais portáteis protagonizaram, logo na altura da sua criação, uma das mais incríveis escaladas de sucesso comercial na história da tecnologia de consumo. Não só pela facilidade de utilização mas também pelo que geraram à sua volta e pelos benefícios que os fabricantes souberam explorar.

A Internet acordava na mesma altura para o MP3, para a possibilidade da música gratuita sem limites, através dos downloads e dos serviços peer-to-peer. Falemos aqui de banda larga como conceito já bem real e em pleno crescimento. Recordemos a baixa de preços nos gravadores de CD. E apontemos também a redução dos custos no fabrico de memória flash (utilizada nos aparelhos) para estimular o aumento da capacidade de armazenamento de forma galopante.
As causas e consequências não são coisa do passado, permanecem em actualização, para júbilo dos utilizadores e desgraça da indústria discográfica. Esta já admitiu ter acordado tarde para as possibilidades do mercado digital, procurando agora bater o terreno que a separa de todos quantos fazem colecções de música sem pagar um tostão. E a Rede aproveita, multiplicando a criação de serviços de distribuição de música online.
A Amazon é a mais recente protagonista deste enredo, com uma loja de MP3 que chegou este mês ao Reino Unido. Com o tempo e o espaço cada vez mais relativos, as mudanças espalham-se depressa. Portugal é mercado emergente, com quase um milhão de leitores multimédia vendidos em 2007. Porque hoje os leitores são telemóveis e consolas, PDA e minicomputadores. E ao ritmo que os números têm circulado, os resultados de 2008 deverão ser ainda mais surpreendentes. Até porque exemplos como os de Barack Obama resultam habitualmente em publicidade gratuita. Aguardemos pelas contas.

iPod: o melhor amigo de 150 milhões em todo o mundo
Não é só o leitor portátil mais popular do mundo, é o motor de uma indústria paralela que não quer parar de crescer.

  Nasceu a 23 de Outubro de 2001, filho de Steve Jobs (chefe máximo da Apple) e de uma revisita ao filme de Stanley Kubrick 2001: Odisseia no Espaço. A palavra Pod mostrava-se tão tecnológica como portátil. E poderia transportar no seu interior cinco mil canções. Hoje vai na sétima geração, chega aos 120 gigabytes de capacidade (a tradução em número de canções chega às 30 mil), descarrega ficheiros através de ligações sem fios e é, em simultâneo, um loja virtual, para filme e jogos. É vê-los de auscultadores brancos pelas ruas, aeroportos, escritórios e recintos desportivos para amadores esforçados. O iPod é o mais popular leitor multimédia do mundo e dificilmente deixará de o ser. Ouvir música fora de casa ou do carro tornou-se sinal de cultura urbana. Modelos e cores que respondem às exigências dos mais atentos às modas e aos estilos. E exemplo para todos os outros fabricantes, rendidos às evidências – como a Microsoft, gigante da informática que se viu forçada a criar o Zune.
Como se a invenção do gadget mais revolucionário de sempre não fosse suficiente, a Apple criou a loja mais apelativa da história do entretenimento. A iTunes vende música, filmes, séries de televisão, aplicações, utilitários e jogos de vídeo. Tem um interface tão intuitivo como o Windows foi quando se mostrou em ambiente 3.1 e pode até ser consultada sem o acesso a um computador. Com um catálogo de oito milhões de canções e vendas superiores a cinco mil milhões, a Apple acabou por se transformar em nome mediático e cobiçado. E tudo começou com um leitor de MP3.

Antes e depois do Napster
O jovem Shawn Fanning mudou a história da música itinerante

Estudem-se as curvas de mercado traçadas pela indústria discográfica. Até meados dos anos 90, mantiveram-se saudáveis e em contínuo crescimento. Perderam fôlego quando gravar discos se tornou coisa quotidiana. Mas a derradeira queda começou no final do século. Não apresentemos justificações únicas, como alvos a abater sem piedade. Mas lembremos um dos agentes responsáveis por tal fenómeno. O mesmo que contribui para fazer do MP3 portátil uma ferramenta do presente e não coisa de ficção tecnológica: Shawn Fanning, estudante universitário, apaixonado por música e por programação. Resultado? Napster, inimigo público número um do mundo virtual entre 1999 e 2001. Surgiu um ano depois de ter sido colocado à venda o primeiro leitor digital áudio portátil e foi forçado a fechar portas pouco depois. A Associação Fonográfica Americana (RIAA) crucificou-o, os Metallica processaram-no. Os internautas prestavam-lhe vassalagem. Mesmo os que não sabiam o que era a Internet descobriram-na e afirmaram-se rendidos.
O princípio era simples: quem guardasse ficheiros MP3 no seu computador poderia estar ligado numa rede com outros cibernautas e partilhar canções. Multipliquemos estas premissas por milhões de utilizadores: quase toda a música alguma vez feita à distância de um download. À borla. Surgiram as acusações e o proporcional aumento da popularidade. Kid A, álbum dos Radiohead de 2000, chegou ao Napster três meses antes da sua edição e pouco depois o serviço era encerrado: as leis adaptavam-se e o direito de autor tornava-se digital. No entanto, Shawn Fanning fez-se milionário e famoso: a marca Napster foi comprada pelo grupo Bertelsmann, que a transformou numa loja legal; e os sucedâneos do profético serviço não tardaram – do Kaaza aos sistemas de torrents. Basta uma pequena visita à rede para o confirmarmos: a partilha digital continua.

  Foram necessários quase 40 anos para desenvolver a tecnologia hoje básica.
1970 – Investigadores alemães estudam a melhor forma de comprimir os sinais sonoros de forma a enviar música através da rede telefónica.
1979 – O britânico Kane Kramer desenvolve o primeiro protótipo de leitor de música portátil. O IXI reproduzia ficheiros durante 3,5 minutos.
1995 – É patenteado o MP3, variante da codificação MPEG, que permitia comprimir música em ficheiros com qualidade próxima do original.
1997 – O fabricante tecnológico sul-coreano SaeHan dá início ao desenvolvimento do primeiro leitor de MP3 portátil.
1998 – Aparece o MPMan, da SaeHan. Chega ao mercado americano como MPMan F10. A Diamond Multimedia apresenta o Rio PMP300.
1998 – A Compaq entra na corrida e revela o primeiro leitor baseado na tecnologia de disco rígido, com 4,5 gigabytes de memória.
1999 – Shawn Fanning coloca online o Napster, serviço peer-to-peer que revolucionou a partilha de ficheiros online.
2001 – A Apple revela a primeira geração do iPod.
2001/2003 – Surgem as lojas de música digital: primeiro a Rhapsody, da Real Networks, mais tarde a iTunes, da Apple.
2007 – A iTunes Music Store vende música sem sistema de protecção. O Digital Rights Management limita cópia e transferência de ficheiros.

Leitores de MP3, coisa do passado

 Abrangência é palavra que define o futuro do entretenimento portátil. A música será apenas um dos conteúdos. E, a curto prazo, será o ponto de partida para novos territórios.

Os leitores multimédia substituíram outros instrumentos de entretenimento. Ainda que o seu sucesso seja óbvio, devemos esperar o inevitável: que o seu futuro seja o da substituição. Mas a contínua transformação da portabilidade da música deverá continuar de acordo com as regras que a fizeram chegar ao estatuto de hoje: abrangência de suportes, conteúdos e públicos, crescentes capacidades técnicas e progressiva diminuição dos custos/preços. Primeiro parâmetro: deixemos de falar em leitores MP3. Contam já pouco nas vendas e ameaçam desaparecer. Trata-se apenas de mais uma das funções incluídas nos gadgets. Computadores portáteis, mini-PC para levar no bolso, PDA e, sobretudo, telemóveis. Todos são leitores de ficheiros em MP3, mas muito mais que isso. Isso é o que consumidores vão procurar: quantas possibilidades estão incluídas neste ou naquele brinquedo. Agora, as consolas de jogos como Sony PSP ou Nintendo DS são já rivais da Apple ou da Nokia. Além disso, os preços deverão baixar. A projecção simplista não se justifica apenas com a venda imperativa de material ultrapassado, mas é também sustentada pela notória diminuição dos custos de fabrico (o preço da memória flash é cada vez mais reduzido) e a dinâmica natural de um mercado feroz. Veja-se o recente exemplo do iPod – o modelo de 120 gigabytes custa hoje quase tanto como o primeiro Nano na altura do lançamento. Ao mesmo tempo, a redução do preço dos computadores portáteis deverá influenciar as tabelas dos restantes periféricos. As obrigações ecológicas levarão fabricantes a adoptar métodos e materiais nas linhas de montagem. Procura-se a poupança de energia ao mesmo tempo que a técnica de hoje se vai tornando matéria antiga. O perfeito congregar de distintas disciplinas mediáticas num único suporte. E o transmitir da mensagem fundamental para quem vende: este é um instrumento obrigatório. Se ainda o não é, alguém deverá encarregar-se de o transformar e indispensável.

O que dizem os artistas
Cinco músicos explicam como o MP3 mudou a sua vida ou o seu trabalho.

JOÃO PEDRO (músico dos Mesa)
  “O MP3 não mudou a minha vida, mas veio acelerar os processos. A partir do momento em que os ficheiros ficam mais pequenos e a largura de banda aumenta, permite trocar música e faixas entre músicos e fazer gravações à distância. Foi uma coisa positiva, apesar da pirataria. Até porque o MP3npermite-nos ter acesso a discos que não estão editados em Portugal. Ano alterou a minha forma de compor, mas mudou a masterização. Costumamos dizer que é preciso ouvirmos a música no telemóvel e nas colunas do computador para ver se ficou bem, mas o formato em que as pessoas ouvem a música é muito diferente e temos de ter isso em conta. O som piorou desde o vinil, não é famoso. No MySpace, onde os formatos são MP3, o som piora sempre. Daí que o master seja feito para CD, mas como sabemos que a música terá outros formatos, acautelamos isso para o trabalho não perder qualidade.”

TIAGO GUILLUL (músico, compositor, cantor e pastor baptista)
  “O MP3 não alterou nada, na medida em que o suporte é uma conversão de algo que já era feito. O que mudou, e muito, foi a acessibilidade. Subitamente, é tão fácil ouvir e sacar músicas da Internet! Houve uma democratização tão grande da música que pessoas como nós, que trabalhamos para uma minoria, de repente vimo-nos mas disponíveis. Embora a nossa experiência não seja com editoras que disponibilizam a música toda: somos dos que ainda têm prazer nos discos enquanto objectos físicos. Se a pirataria é um mal que vem por bem? Sem querer incitar à prática, pessoalmente tiro muita coisa da Net e também não tenho problemas em partilhar a nossa música. Até porque quem gosta mesmo de não vai deixar de comprar o disco: saca, ouve e acaba por comprar. Gosto muito do suporte físico, não tenho fascínio pelo MP3 enquanto formato: preciso de pegar, de ver, de tudo o que um disco proporciona.”

DÍDIO PESTANA (músico dos Lupanar)
  “Os grupos começaram a tirar os baixos das bandas, parece que o MP3 não aguenta tanto baixo, mas o formato também não veio tornar a música mais acessível e permite carregar uma fonoteca inteira na rua. Como músico, ainda aprecio ouvir o melhor som possível – e aí o vinil e o CD são imbatíveis. O MP3 não alterou o que faço, nem o modo como o faço, mas é positivo: as pessoas estão mais próximas do que fazemos, conhecem mais coisas e isso é bom para os músicos. Quanto mais ouvirem, mais interessante se torna o processo. E mesmo a pirataria acaba por ser bem-vinda, na medida em que as bandas poderão vir a fazer venda directa, sem depender de editoras. A geração do meu irmão, dez anos mais novo, já não compra discos. Mas se os músicos forem mesmo bons, os fãs compram – é um prazer ir a um concerto e ficar com o CD. A qualidade do som ainda compensa todas as modernices.”

PAULO FURTADO (músico dos Wraygunn e dos Legendary Tiger Man)
  “O MP3 facilitou de facto o acesso à música em grande formato. Assim como alterou completamente o transporte da música, agora é possível armazenar o conteúdo de muitos CDs num só aparelho. Isso é fantástico. Mas no meu trabalho utilizo desde as tecnologias mais antigas às mais modernas. Gosto ainda de discos em vinil, embora também recorra a outros produtos e aparelhos. Mas não me parece que o MP3 seja o futuro. Deve aparecer algo bem mais estranho. Por enquanto, o MP3 é um dos aparelhos eleitos pela geração mais nova e tornou tudo mais rápido.”

ZÉ PEDRO (músico e compositor dos Xutos & Pontapés)
  “Para falar verdade, não ligo muito ao MP3, embora admita que é uma boa ferramenta de trabalho. O iPod também foi uma óptima invenção porque, por exemplo, permite andar com menos CDs atrás, é um bom objecto de trabalho e de consulta. Porém, em termos de composição não tem grande utilização, pelo menos na minha perspectiva, apesar de permitir receber e transmitir muita informação do mundo da música. É útil e prático. É possível gravar ensaios e tirar excertos para depois ouvir e trabalhar. Mas tenho de reconhecer que sou o mais inexperiente do grupo com essas tecnologias, até tenho um bocadinho de inveja. Mas voltando ao iPod, realmente veio resolver muita coisa, andava com o carro sempre cheio de CDs e agora tenho tudo à mão e ligeiramente mais arrumado.”

FONTE: Noticias Sábado

OP-ED: Musicians Speak Out (Ben Brewer – The Exit)

These days, “going green” is all the rage – and rightfully so. Environmental awareness is at an all-time high, but there’s still so much more that needs to be done. Ben Brewer, vocalist/guitarist for indie rockers The Exit and co-founder of Green Owl Records, explains how one conversation led to a record label that stays the green course, promoting awareness for the youth-based organization Energy Action Coalition at the same time.

   “We never actually meant to start a record label. One day, about two years ago, I was walking around the New York City reservoir with Billy Parish. Billy and I had gone to school together from kindergarter all the way until 12th grade. Growing up, Billy had always been into the environment, indie rock and nature, and I was a bit more into punk rock, sarcasm and playing hooky. Throughout the years, our cliques never clashed, but rather peacefully co-existed. At the time of our meeting, Billy had completed his first year at Yale, dropped out and started the youth group Energy Action Coalition, which was quickly becoming the largest youth-based environmental coalition in the United States. I had gone to Emerson College to study politics, dropped out after one year and forged by own path starting a band called The Exid. We hadn’t seen each other in about three years.
  As we walked around the reservoir catching up, our conversation turned to the environment, and our mutual enthusiasm, outrage and frustration all poured out at once. I spoke about how I had seen the gas prices jump up on the road without rhyme or reason (especially because we were now in an unjust war that at the very least, could have brought prices down); he spoke about how the youth movement was zeroing in on global warming as the single most important topic of our generation. It was an exciting reunion. We were trying to think of ways to bridge the gap between our two scenes. I had spent the past couple of years touring with bands like Rise Against, Strike Anywhere, the Explosion and Muse; and he had been on practically every college campus from San Francisco to Boston preaching the environmental word and meeting with the newly empowered youth movement. We decided that if we could get a bunch of bands on a CD to benefit the Energy Action Coalition, it would be a really great thing. On that day in New York, Green Owl was inadvertently born.
  I had just met Ellenike Abreu (who used to intern at Atlantic Records in San Diego) while on tour with Muse, and after meeting with Billy, I met Stephen Glicken, who used to produce Ghostface Killah. Soon, the three of us started travelling around the country going to concerts, asking artists to participate and calling bands out of the blue to finally present the culmination of that conversation between Billy and I: The Green Owl Comp: A Benefit For The Energy Action Coalition. We managed to get unreleased tracks from Muse, Feist, Deerhoof, Bloc Party, Of Montreal, Pete Yorn, Juliana Hatfield and others, as well as an interview with Billy and a bunch of exclusive videos.
  Somewhere along the way, we decided Green Owl would be a good place to house bands and put out their records, as well. We never really meant to start a record label, but rather we fell into it through gathering tracks for the comp, sifting through and finding new bands we wanted to expose. Thanks to Muse and Bloc Party, who donated their tracks first, we were able to round up other big-name artists and give smaller groups like Satori and London Souls exposure next to these bigger names. Talking to so many artists about the problem (and seeing how passionate so many were about the climate-change issue), we realized Green Owl could be a great place for bands who wanted to be on a label that made respecting the earth the center of its philosophy and practice. There was also this sense that while saving the environment used to be an issue that was stereotypically hippie-ish, everyone was starting to care about the environment and a bigger bridge needed to be built.
  Now, Elle, Stephen and I run Green Owl full-time (when we’re not playing in our bands) and are always thinking of ways to help out the environment. All of our products are packaged in the highest-quality recycled goods you can find. We’ve also come up with a simple way to use a carbon calculator, so everyone easily can go carbon neutral; and a ZIP code engine that allows the user to find the closes alternative fuel station in their area, switch over to “green” energy and find their nearest Energy Action Coalition partner. We believe that a company should do everything it can to respect the planet, so we’ve made it the crux of our business practice. We encourage you to explore ways you can make a difference in your everyday routine, too.”

FOR MORE INFO: www.greenowlrecords.com and www.energyactioncoalition.org

SOURCE: Alternative Press