Beatles vigiados 8 anos.

Documentos secretos do governo britânico, agora desclassificados, mostram que os Beatles foram vigiados durante 8 anos. A vigilância começou em 1964, aquando da viagem aos EUA e de uma festa na Embaixada Britânica, no final da qual os Beatles se queixaram da segurança. A partir de então, passou a existir uma vigilância quase constante de todos os passos da banda, onde quer que se encontrasse, de Londres a Tóquio. Mais tarde, os principais alvos das autoridades passaram a ser John Lennon e Yoko Ono.
As autoridades britânicas também se interessavam pelas finanças dos músicos, mantendo uma contabilidade actualizada de quanto, quem e de quê cada um deles recebia dinheiro.

FONTE: Correio da Manhã

Anúncios

Obituário: Richard Wright (1943-2008)

Um som espacial

  A história de Richard Wright confunde-se com a história dos Pink Floyd. Não tendo o carisma de Roger Waters nem, muito menos, o culto da sua própria personalidade, Wright, um introspectivo, foi o instrumentalista responsável pelo som especial e espacial que caracterizou a banda e lhe forneceu uma identidade única e inimitável.
  Richard Wright, Roger Waters e o baterista Nick Mason foram colegas de escola e fundaram os Pink Floyd em 1965. Depois veio David Gilmour. Os primeiros trabalhos do grupo não passaram despercebidos: ‘Madcap Laughs’ e ‘Barrett’ foram sucessos relativos. Mas o álbum que lançou os Pink Floyd para a estratosfera foi ‘The Dark Side Of The Moon’, em 1973. Teclista virtuoso, Wright deixou a sua marca pessoal na vasta discografia da banda e os seus solos marcaram uma época e um público.
  Wright tinha um estilo, o seu. Mas sempre soube admirar o estilo dos outros. Numa entrevista concedida à BBC, confessou quanto admirara Syd Barrett que integrou fugazmente o grupo no final da década de 60: “Syd fazia coisas admiráveis com a guitarra, coisas absurdas que ninguém se atrevia a fazer naquela época. Tecnicamente não era um músico brilhante mas, para mim, o que contava era a originalidade. Syd acabou por influenciar totalmente a minha maneira de tocar.”
  Com Roger Waters a sua relação ainda que mais duradoura foi bem mais conflituosa. Em 1979, durante as gravações de ‘The Wall’ no cúmulo de uma discussão, Waters expulsou Wright do estúdio. Na década de 80, os membros do grupo dispensaram as suas energias lutando nos tribunais por questões de direitos autorais, e, quando, em 1994, já sem Waters, os Pink Floyd lançaram ‘The Division Bell’, a antiga mágica tinha desaparecido.
  A possibilidade de uma reunião, ao vivo, da banda com a sua composição dos anos de ouro era uma miragem. E quando, em Julho de 2005, em Londres, os Pink Floyd tocaram durante 20 minutos no Live8 os fãs acreditaram estar a assistir a um milagre. E foi quase isso. A morte de Richard Wright, aos 65 anos, pôs fim aos Pink Floyd. O virtuoso das teclas era, na verdade, o único insubstituível. O som é tudo.

FONTE: Domingo

Sony NWZ-S638F – Música e video de bolso

   A nova série S Walkman está mais fina do que nunca e tem tudo para convencer os mais exigentes entusiastas de música e vídeo em movimento. Com memória interna de 8Gb e autonomia para reproduzir até 40 horas de música, o NWZ-S638F é um leitor de MP3 e vídeo topo de gama que combina estilo e funcionalidade. Dotado de um ecrã de 5cm, o leitor apresenta o melhor som de sempre. Tem rádio FM e já vem com oito videoclips.

Peso: 46gr
Medidas: 89.5×42.9×7.5mm

Info: www.sony.pt
Preço aprox.: 149€ (8Gb)

FONTE: Domingo

Como os ‘FAB 4’ marcaram ouvintes em todo o mundo

E você? Tem memórias ligadas aos Beatles?

  Se a resposta é positiva, aceda a www.magicalmemorytour.com e partilhe as suas recordações com a comunidade de fãs dos míticos de Liverpool. Neste site encontrará uma espécie de arquivo de memórias que serão utilizadas num estudo. Para tal, o grupo de investigadores da Universidade de Leeds seleccionou já as lembranças de 3 mil pessoas de 69 países de forma a tentarem compreender de que forma a música pode ajudar uma pessoa a relembrar acontecimentos há muito esquecidos. Cada participante é convidado a contar a primeira coisa que vem à sua mente associada ao quarteto fantástico – sobre um álbum, canção, notícia ou mesmo um dos elementos dos Beatles. os resultados preliminares foram apresentados esta semana durante o Festival de Ciência da Associação Britânica, em Liverpool.

FONTE: Domingo

Fãs de classica e heavy metal são muito parecidos

A conclusão não podia ser mais surpreendente: os fãs da música clássica e os fãs de heavy metal são muito semelhantes. Uma pesquisa, realizada numa Universidade da Escócia, analisou a relação entre gosto musical e personalidade e conclui que os adeptos de dois géneros musicais tão distintos apresentam muitas semelhanças. “São muito criativos, introvertidos e de bem consigo mesmos”, cita a BBC Brasil. O mesmo estudo sugere que aqueles que gostam de música pop são pouco criativos.

FONTE: Domingo

Waldick Soriano (1933-2008)

  No ano passado a actriz Patrícia Pillar estreou-se na realização dirigindo e assenado um documentário sobre a vida e a carreira de Waldick Soriano, compositor e intérprete brasileiro, ícone da música “brega” que sera qualquer coisa entre a canção romantic e a pirosice como arte.
  Patrícia Pillar faz parte de uma geração de artistas brasileiros que viu sempre em Waldick um fenómeno admirável de comunicação com o povo. “Acompanhei-o pelo país fora e testemunhei como derretia plateias de todas as idades. Era um invasor de corações para além de ser um homem amoroso com um olhar inteligente sobre tudo o que o rodeava”, disse a actriz lamentando a morte do “grande Waldick”, aos 75 anos, depois de uma vida cheia, 84 discos gravados e tudo, tudo, menos conversa mole.
  Waldick nasceu em Caetité, no sertão baiano, e foi um camponês, engraxador, motorista de camião, servente de pedreiro e “garimpeiro” de ametistas antes de se transformer num ídolo popular. Estudos foram poucos, mas bons. “Fiz só o ensino primário mas o primário, naquele tempo, valia um curso superior. E tem uma coisa, a vida ensina muito”, explicou-se numa entrevista. A vida ensinou-lhe a perseguir o seu sonho de cantar. Em 1958 abandonou Caetité e rumou a São Paulo. Dois anos depois assinava o seu primeiro contrato professional com uma editor e lançava um disco com dois boleros, “Quem és tu?” e “Só você”.
  “Quem és tu, para quereres manchar meu nome?/Quem és tu, se fui eu que matou tua fome?” Rima simples e eficaz. Impossível não reparar. Waldick Soriano ainda não tinha 30 anos mas já se apresentava com a indumentária que também o ajudou a tornar famoso. Desde menino que gostava de filmes de cowboys e Durango Kid era o seu ídolo. Nunca se apresentou em public sem o seu chapéu negro de abas, trajando da cabeça aos pés como um herói do Velho Oeste. Aliás, só teve dois ídolos na vida: Durango Kid e ele próprio: “o cantor que eu admirei mais ao longo da minha vida fui eu mesmo” não teve pejo em afirmar, rindo-se dele e dos outros.
  O seu maior sucesso foi “Eu não sou cachorro, não” que virou um ditto popular brasileiro e uma espécie de imagem de marca do cantor, uma canção-tema sempre reclamada pelo public. Waldick nunca foi cachorro, não. Romântico incansável, casou-se três vezes e partiu muitos corações, inclusive o seu. No final da vida, fez as contas e chegou a uma conclusão: “o tempo que eu passei melhor foi o tempo em que não amei ninguém.” As fãs perdoaram-lhe a franqueza.

FONTE: Domingo