Vendas de discos caem 17% – números da AFP confirmam queda acentuada

Ao longo dos primeiros seis meses do ano, só a música digital registou um aumento considerável. Nesse segmento, a facturação subiu 35,19%.

  A venda de discos em Portugal caiu 17,32% nos seis primeiros meses deste ano, por comparação com igual período de 2007.
  Os números são da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e confirmam a tendência mundial de queda de venda de música em suporte físico. Nos EUA, maior mercado do mundo, a queda nas vendas de CD foi de 11% na primeira metade de 2008.
  Pelo contrário, a compra de música digital vai de vento em popa em Portugal, tendo-se verificado (em igual período de tempo) um crescimento de 35,19% no volume de facturação. Um aumento considerável, que permite à indústria amortecer as perdas. Ainda assim, a facturação conjunta das vendas em suporte físico e digital sofre uma queda de 5% nos primeiros seis meses do ano.
  De acordo com Eduardo Simões, director-geral da AFP, o crescimento do mercado digital deve-se em grande medida aos "toques para telemóveis e aos downloads legais pela internet".
  Em crescimento esteve também a venda de singles (1009%) e de discos em vinil (54 250%), em grande parte por motivos profissionais, e também de DVD, com um aumento de 2,60%.
  Tentando inverter a má conjuntura, as principais editoras de Portugal apostam em lançamentos de pesa até ao final do ano, incluindo muitos artistas nacionais.

Muita música em português
  Até ao fim do ano não faltam lançamentos de música portuguesa. Já em Setembro chega a estreia a solo de João Gil, ainda sem título. Com selo da EMI há ainda Jorge Palma (ao vivo no Coliseu), em CD/DVD, e Da Weasel (no Pavilhão Atlântico), em DVD. ‘Companhia das Índias’, estreia a solo, de Rui Reininho, e ‘Black Diamonds’, dos Buraka Som Sistema, são apostas da Sony-BMG. mafalda Arnauth e Pontos Negros (em Setembro), bem como Maria João e Mário Laginha (‘Chocolate’), em Outubro, e Maria João Pires (‘Chopin’), em Setembro, são trunfos da Universal. Em Novembro volta Tony Carreira (Farol).

O que aí vem:
Metallica‘Death Magnetc’, a 15 de Setembro (Universal)
U2 – Novo disco, ainda sem título, sai até ao final do ano (Universal)
Keane‘Perfect Symmetry’ sai a 13 de Outubro (Universal)
AC/DC – Regresso com ‘Black Ice’, nas lojas a 20 de Outubro (Sony-BMG)
David Gilmour – O guitarrista dos Pink Floyd lança ‘Live In Gdansk’, a 15 de Setembro (EMI)
Il Divo – Novo disco, ainda sem título, chega em Novembro (Sony-BMG)

Repórter: Educação Musical (Nós Pimba!)

Quer triunfar na música popular portuguesa? O agente do Emanuel dá-lhe umas dicas.

1 – A VOZ POPULAR
Parece a velha discussão do futebol: o que é preferível: jogar muito bem e empatar 3-3 ou passar o jogo à retranca para ganhar 1-0? Na música, o dilema é semelhante. Vale mais a pena fazer um disco artisticamente muito bom para depois não vender quase nada ou apostar numa vertente mais popular de acordo com o país que temos? Ora, enquanto a maioria dos músicos nacionais se queixa da crise da indústria, os cantores pimba não têm problemas e vão de vento em popa, de concerto em concerto… porquê?
2 – MENSAGEM ENTREGUE
“Num concerto é necessário que o público obtenha tudo aquilo que sonhou assistir naquele dia. Nunca o podemos defraudar”, diz-nos Fernando Alexandre, 34 anos, agente de vários artistas da música ligeira, entre os quais Emanuel (que deu origem à expressão Pimba). Perguntámos-lhe qual era o segredo dos cantores pimba e a primeira lição que retiramos é que neste meio eles estão sempre a pensar no público. Ou seja, interessa mais o destinatário da mensagem do que a mensagem em si.
3  – MODELO ORIGINAL
“Nem todos podem vingar. O Marco Paulo foi o fenómeno da década de 80, o Emanuel esteve no auge nos anos 90 e, mais recentemente, foi a vez do Tony Carreira. O sucesso deve-se ao facto de não serem pimbas, são genuínos e têm uma atitude séria. Os outros como se baseiam na imitação dos fenómenos do momento, não conseguem atingir o sucesso. A originalidade é importante”, alerta Fernando, negando a existência de fórmulas secretas que se apliquem a qualquer cantor em início de carreira.
4 – PRONTO-A-VESTIR
Mas vamos lá a questões concretas e mais palpáveis: existe algum dress code para os cantores pimba? “Na década de 90 instalou-se um género que culminava com a t-shirt colorida e umas bailarinas a acompanhar de botas altas e com saias do tamanho de cintos”, explica o agente, sublinhando que esse não é o caso de Emanuel que é vestido pelo estilista João Rolo.
5 – COISINHA SEXY
Outras das características muito peculiares da música ligeira é a conotação e insinuação sexual de grande parte das letras (Mexe, mexe que eu gosto; Na minha cama com ela; Nós pimba). Será essa uma condição sine qua non para estes artistas brilharem nos palcos nacionais? “Ajuda a passar rapidamente a mensagem para a brincadeira e alegria. Mas se a música for fraquita, não é possível só a letra fazer o sucesso.” Portanto, nada é por acaso…
6 – ADEPTOS FANÁTICOS
Há algo desagradável nesta história dos cantores pimba famosos: eles estão sempre aos beijinhos e abraços a senhoras…errr… entredotadas ou cheinhas e raramente lhes aparece um avião entre as fãs. Tem mesmo que se dar conversa a tanto mulherio? “O Emanuel arranja sempre tempo para estar junto dos fãs, homens ou mulheres. Tem de se falar com eles nem que seja um minuto.”
7 – ESTRADA FORA
  Outro factor incontornável na profissão destes artistas é a vida na estrada. Um cantor pimba deve estar preparado para conhecer todos os buracos das Estradas Nacionais, porque o mais provável é passar o Verão em festas populares. Ou talvez não, como explica Fernando: “Para os artistas que não têm muito sucesso, as festas nas terreolas são vitais porque é ali que têm mercado – os cachets cobrados são baixos ao contrário das festas camarárias, onde se costuma optar pelos artistas de grande sucesso, mesmo sendo mais caros.”
8 – ESCRITA EM DIA
Algo que um músico que se preze não pode descurar é a comunicação e relação com os fãs ao longo da semana, fora dos concertos. “O Emanuel responde, ele próprio, a todas as cartas que recebemos. Eu e as Produções AM (empresa que o agencia) tratamos de todas as outras iniciativas: jantares, fotos dos fãs para o site, informação dos locais dos concertos, a edição do seu jornal trimestral”, revela o agente.

SABIA QUE: A expressão pimba ganhou dimensão por volta de 1994, quando Emanuel, músico então desconhecido, lança a canção Pimba Pimba?

FONTE: FHM

Repórter: Nomes da Música (Todos os Nomes)

O Saramago escreveu um livro com este título, mas a FHM é que descobriu de onde vem o nome dos U2 e de outras bandas famosas.

U2
Bono, David Evans, Adam Clayton e Larry Mullen formaram uma banda, em 1975, e decidiram chamar-lhe Feedback. Mas 18 meses depois resolveram mudar para The Hype. A escolha não duraria muito: em 1978, actuariam pela primeira vez como U2. Porquê U2? Foi o nome mais votado de uma lista de dez hipóteses. Avançam-se várias explicações: U2 significa you too (tu também); U2 era um avião americano abatido na Guerra Fria; U2 era o formulário de desemprego na Irlanda. A verdade é que, segundo Bono, nenhuma destas teorias têm fundamento e ele nem pensou no significado do nome. Apenas lhe soou bem.
ORIGINALIDADE: 6/10

NICKELBACK
O vocalista dos Nickelback, Chad Kroeger, foi ao Starbucks pedir opinião ao irmão para o nome da sua banda. Viu que lá o café custava 1.95 dólares e cada pessoa que pagasse 2 dólares, levava de troco 5 cêntimos (1 nickel). Ou seje, recebia um Nickelback. Genial…
ORIGINALIDADE: 10/10

DIRE STRAITS
Formada nas ruas de Newcastle, em 1977, a banda liderada por Mark Knopler decidiu chamar-se Dire Straits, um termo calão muito usado por desempregados ingleses e que quer dizer “estou completamente teso” (atenção, seu preverso, teso = sem dinheiro, pilim, cacau, graveto ou carcanhol…)
ORIGINALIDADE: 6/10

AC/DC
Os membros dos AC/DC negam interpretações religiosas ou satânicas do nome, como Anti-Christ/Dead-Christ. A explicação para a sigla deste grupo australiano de hard rock, que já vendeu mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo (diga lá que nunca abanou o capacete a ouvir Thunderstruck ou Highway to Hell), não encerra qualquer crença ou espiritualidade e é bem mundana e simples. Margaret Young (irmã dos fundadores Angus e Malcom Young) lembrou-se do nome quando viu na sua máquina de costura a placa AC/DC, que existe em quase todos os electrodomésticos e significa Corrente Alterada/Corrente Contínua.
ORIGINALIDADE: 6/10

RED HOT CHILLI PEPPERS
Red Hot Chilli Peppers numa tradução pouco rigorosa para português quer dizer qualquer coisa como “pimentos quentes e encarnados”, portanto, uma escolha sensata. O vocalista, Anthony Kiedis, diz que teve uma visão com este nome. Não duvidamos… nem do estado dele na altura.
ORIGINALIDADE: 8/10

UB40
Em Inglaterra, UB são as iniciais de Unemployment Benefit, ou seja, o subsídio de desemprego. UB40 era o nome do formulário para solicitar esse subsídio em 1978, altura em que se formou esta banda reggae reunindo músicos no desemprego.
ORIGINALIDADE: 7/10

GREEN DAY
Este trio americano formado em 1987, que já editou sucessos como When I Come Around ou Basket Case, adoptou o nome de Green Day alegadamente por serem grandes apreciadores de marijuana. Green Day (Dia Verde) é um dia em que não se faz mais nada a não ser fumar droga.
ORIGINALIDADE: 5/10

O QUE É NACIONAL NÃO É BOM (Os piores nomes de bandas portuguesas)

FÚRIA DO AÇUCAR
“Eu gosto é do Verão, de passear de prancha na mão…”. Se já cantarolou isto não se envergonhe: acontece a todos. Mas o grupo de João Melo felizmente desapareceu. É que ninguém se orgulha de cantar músicas de alguém chamado Fúria do Açucar.

MLER IF DADA
Formada em 1984, esta banda de Cascais caracterizava-se pela sua vertente alternativa e pela originaledade do projecto… a começar pelo nome! Alguém sabe o que isto quer dizer? É que não soa bem…

ALA DOS NAMORADOS
  Se com um nome destes já duvidávamos da virilidade do grupo formado por João Gil em 1993, depois da contratação de Nuno Guerreiro todas as dúvidas foram desfeitas.

CEBOLA MOL
Um dueto do humorista Eduardo Madeira e de Filipe Homem Fonseca (Contra-Informação) que apostava num registo cómico. Com este nome também ninguém os levaria a sério.

TORANJA
Porque raio é que o grupo de Tiago Bettencourt, conhecido pela capacidade para debitar o máximo de palavras por minuto em Carta, optou pelo nome de um fruto tão mau que ninguém gosta?

SQUEEZE THEEZE PLEASE
  Não somos contra as bandas que cantam em inglês ou escolhem nomes britânicos, mas “aperta aqui por favor”? Será que ninguém lhes explicou o que queria dizer aquilo ou acharam que os portugueses são todos analfabetos?

 

FONTE: FHM