Meredith Monk inaugura no CCB ciclo de três concertos

Uma das vozes mais inovadoras da América está em Portugal até 1 de Maio.

  O cartaz de promoção apresenta-a como a "compositora mais cool da América". Mas Meredith Monk é muito mais. Além da música, é a voz, o corpo, a criadora que inovou a forma de interpretar ópera. Há ainda o teatro, o cinema, as instalações. Os seus trabalhos tentam cruzar todas estas áreas. Foi ela quem um dia disse: "Trabalho onde a voz começa a dançar e o corpo começa a cantar."
  Multidisciplinar, esta artista de quase todas as artes que faz da voz um instrumento com uma flexibilidade capaz de interpretar várias linguagens musicais, está em Portugal para um ciclo de três espectáculos. O primeiro é hoje, no Centro Cultural de Belém. Segue-se Torres Vedras (dia 30) e Portalegre (1 de Maio).
  Com 40 anos de carreira completos em 2005, Meredith Monk começou a estender as suas formas de expressão desde 1964, ano em que se formou no Sarah Lawrence College. Quatro anos mais tarde criou o seu próprio grupo dedicado ao cruzamento de várias artes performativas, inspirada em artistas como Bruce Neuman e acompanhando de perto o trabalho de nomes da mesma geração como é o caso, por exemplo, do músico e compositor Philip Glass. Na década de 80 escreveu e realizou dois filmes: Ellis Island (1981) e Book Of Days (1988). A música sinfónica surgiria mais tarde, nos anos 90, depois de Atlas.
  Mas foi sempre na sua voz que colocou o centro do seu universo artístico, a mesma voz que cantou nos filmes O Grande Lebowski, de Joel e Ethan Coen e Nova Vaga, de Godard, apresenta-se em palco acompanhada pelo Vocal Ensemble, composto em maioria por vozes que a acompanham desde a ópera Atlas (1991), encomendada pela Houston Grand Opera. São essas vozes, centradas na profundidade da voz a solo de Meredith Monk, fã de Caetano Veloso e da música brasileira que se farão  ouvir hoje à noite, no CCB.

Música liga hemisférios cerebrais

A música tem muitas vantagens. Pode acalmar, aproximar pessoas, divertir, emocionar e até ajudar a pensar. Um estudo dos anos 90 celebrizou mesmo o que ficou conhecido pelo "efeito Mozart", segundo o qual as crianças que ouvem regularmente música de Mozart, ou do mesmo tipo, demonstram melhor desempenhos cognitivos. Um outro estudo vem agora confirmar que há algo na música, ao mostrar que as crianças que estudam música e aprendem a tocar um instrumento e praticam pelo menos 2.5 horas por semana fortalecem por causa disso as ligações entre os dois hemisférios cerebrais. Que vantagem tem isso? Sem dúvida melhora aquilo que os músicos profissionais precisam para serem exímios: o planeamento e a coordenação de movimentos entre as duas mãos. Algo que afinal pode ser positivo para qualquer pessoa.

FONTE: Notícias Sábado

Armando Teixeira, o Crooner

40 anos de vida, 20 de música. Depois de ter criado vários alter egos, diz que nos Balla começou, finalmente, a vestir a sua própria pele.

  «Cada vez saio menos, não há nenhum sítio onde vá regularmente. Os concertos são as nossas saídas. É para aqui que venho todos os dias». O aqui é o seu estúdio, próximo do Saldanha, em Lisboa, o local onde se dispersa pelo inúmeros projectos, por onde a sua mente deambula em permanência. Bizarra Locomotiva, Ik Mux, Boris Ex-Machina e Da Weasel são os antecedentes de um já longo e particularmente diversificado percurso musical. Balla, Bullet, Knock Knock e Catorze são os projectos que mantém actualmente.
«Estou sempre a compor originais, a fazer coisas novas. Gosto de fazer como aqueles pintores que têm muitas telas abertas e vão dando umas pinceladas em cada quadro», explica-nos, entre mesas de mistura, sintetizadores, samplers, discos de vinil, guitarras… Uma panóplia de instrumentos e fontes de sons, entre os quais se encontra um insólito teclado de criança. Fala de modo calmo e metódico. Apresenta-se em mangas de camisa e com uns sapatos de cabedal brancos, pontiagudos, num estilo demasiado certinho para rockabilly, demasiado revivalista para ser betinho. O visual está em sintonia com uma música construída a partir de constantes ziguezagues, entre estilos e épocas, capaz de cruzar a soul com a «chanson», com a música ligeira portuguesa ou com sons orquestrais, manipulados, por vezes, ao ponto de darem azo a algo irreconhecível. Enquanto fala, os restantes músicos dos Balla vão arrumando o material para mais um concerto de apresentação de Resumo 200/2008, o novo trabalho que compila temas dos três álbuns.
  40 anos de vida, 20 como músico. Começou a tocar guitarra na adolescência e os primeiros projectos surgiram logo de seguida. Ainda estudou Gestão e trabalhou num escritório de uma repartição estatal. Mas o curso deixou-o ao fim de dois anos e, quanto ao emprego, despediram-no quando a música já não lhe deixava tempo suficiente para o trabalho. Com o dinheiro da indemnização comprou mais algum equipamento, que usou para fazer Bestiário, o segundo álbum dos Bizarra Locomotiva (o projecto inspirado no metal-electrónico à Young Gods), o primeiro que gravou em casa. «A partir daí, não me vi fazer mais nada», recorda.
  Diz que os Da Weasel foram o único dos projectos em que esteve envolvido que funcionava verdadeiramente com o espírito de banda. «Nos Bizarra fazia tudo, nos Ik Mux se eu não fizesse ninguém fazia. Era um bocado assim. As coisas andavam muito lentamente. Foram outros tempos». Deixaram boas recordações, mas já se sente muito longe dessa coisa de bandas. Não acredita na democracia na música. Considera que quando são muitas pessoas a decidir os resultados são piores. Em todos os projectos em que está agora envolvido, o mentor e líder é ele.
  Dos actuais elementos dos Balla, só o guitarrista se manteve do anterior disco, A Grande Mentira. Em Le Jeu, o segundo dos Balla, Armando Teixeira surgia de gravata e cigarro na mão, debruçado sobre uma mesa com flores e um revólver. Uma recriação da capa de um disco de Nathaniel Merriweather (também conhecido como Dan the Automator, Dr. Octagon ou um dos Handsome Boy Modeling School), que por sua vez já era uma recriação da de um disco de Serge Gainsbourg. Na forma de estar sente-se próximo Merriweather. Também ele é produtor para além de músico (Loto, Post Hit e Pilar foram alguns dos músicos que produziu, actualmente está a trabalhar no disco a solo de Rui Reininho). Também ele gosta de usar a técnica de samples do hip-hop numa abordagem mais diversificada e versátil, onde o processo de criação se transforma num jogo de cruzamento e adulteração de referências, à imagem do que acontece nas fotomontagens dadaistas. Também ele tem vestido a pele de diferentes alter egos em diferentes projectos. Uma necessidade que se foi desvanecendo, até que nos Balla (que considera uma espécie de súmula de tudo o que fez anteriormente) diz surgir na sua própria pele (mesmo que por vezes nos pareça como «crooner», a cantar em português, como um intérprete da música ligeira de outros tempos convertido à pop). Entretanto, nos Bullet continua a viajar pelo espírito de um espião imaginário, nos Knock Knock pelo campo da electrónica, e nos Catorze pelas pistas de dança.
  Por mais voltas que demos, numa conversa com Armando Teixeira todos os temas, tudo o que vê, tudo o que ouve, tende, inevitavelmente, a confluir para a perspectiva da inspiração, do «vir a fazer algo com». O que o fascina para além da música? «Fascina-me muita coisa, gostava de fazer muita coisa, mas aquilo que eu sinto é que para fazer alguma coisa bem tem de se trabalhar muito.» Cinema? Realizadores marcantes? «Sempre que me lembro de filmes, lembro-me de fases da minha vida associada à música. Houve uma altura que o Ridley scott foi muito importante para mim com o Bladle Runner, noutra fase o Truffaut… Gostava muito de um dia vir a fazer cinema. Mas sei que para isso terei que trabalhar muito. Sei porque, como passei pelo processo da música, sei o tempo que se demora até se conseguir fazer aquilo que se imagina.»

FONTE: Revista Actual (incluida no jornal Expresso #1852)

Venha Dançar

A lógica é: venha experimentar fazer espectáculos. A entrada é livre. É o Dia Mundial da Dança.

  Não veja, venha fazer. Este é apenas parte do espírito da Festa de Dança, que a Rede – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, organiza de 29 de Abril (Dia Mundial da Dança) até 4 de Maio. Há debates, aulas bertas, espectáculos em simultâneo em diferentes espaços de Lisboa… Mas esta é, também, uma de entre muitas propostas que, em todo o país, preenchem o calendário desta celebração – destaque-se, a título de exemplo, Ícones de Victor Hugo Pontes (amanhã, dia 26, no Teatro Aveirense), Paraíso de Olga Roriz (dia 29 de Abril, no Teatro Camões, em Lisboa) ou a uma aula de hip-hop orientada por Bruno Sky Fly, o «performer campeão mundial» de grupos em Los Angeles, no Madonna Grimes Dance Theatre (átrio do Teatro Camões, dia 29, das 18h às 19h30).
  Esta primeira Festa da Dança arranca com um encontro, que apresenta as actividades desta entidade (representa 24 estruturas de todo o país) e presta homenagem ao professor Gil Mendo. A iniciativa, segundo João Fiadeiro (coreógrafo e dirigente da Rede), inscreve-se no espírito da Festa: «Queremos contribuir para mudar a ideia de que a contemporaneidade não tem património. Queremos valorizar o que é nosso, a nossa história viva, neste caso chamar a atenção para uma pessoa que esteve presente em quase todos os momentos-chave desta história.»
  Gil Mendo nasceu em Oeiras, em 1946. É o primeiro licenciado em Portugal num género de Notação de dança importante, conhecido como Benesh. É ex-bailarino e tem uma larga carreira como professor, actualmente  na Escola Superior de Dança. É programador de dança – foi assessor  do director das áreas de Dança e Músic do Comissariado da Europália, passou pelo CCB e actualmente  desempenha as mesmas funções na Culturgest. Foi fundador do Fórum Dança, juntamente com Madalena Victorino, António Pinto Ribeiro, entre outros; e do IPAE (Instituto Português das Artes do Espectáculo, do Ministério da Cultura, em 1996).
  O vasto programa inclui a opotunidade para experimentar a dança como participante e não apenas como espectador. As aulas abertas são mais que muitas, vão desde sessões de dança contemporânea para adultos, para crianças ou para seniores, sessões de improvisação e composição coreográfica, pilates, técnica de dança contemporânea e contacto-improvisação. Para mais informações, deve consultar a agenda detalhada em http://festadadanca.blogspot.com

FONTE: Revista Actual (incluida no jornal Expresso #1852)

RIHANNA prepara regresso

Take a Bow é a canção que abre a reedição de Good Girls Gone Bad. E chega a Portugal j’a a 19 de Maio.

  O sucesso de Good Girls Gone Bad fez com que Rihanna, a menina-bonita da música do século XXI, resolvesse reeditar o seu terceiro álbum antes de voltar ao estúdio para a gravação de um novo trabalho de originais. Esta reedição, que chega a Portugal a 19 de Maio, para além de conter as novas remixes de Don’t Stop The Music, vai ainda ter duas faixas novas. Uma delas já pode ser ouvida na rádio e dá pelo nome de Take a Bow. Na América, muitos dizem que é uma homenagem ao seu novo amor, o cantor Chris Brown. Porém, os dois já vieram a público desmentir isso, afirmando que são só amigos…e que, se existem fotos dos dois em pose mais íntima, são apenas azares da vida… porque os dois são grandes amigos. O tempo dirá…

Ficha Técnica:

  • Umbrella foi a música que mais tocou nas rádios em todo o mundo em 2007.
  • Take a Bow é uma das novas canções do CD.
  • A cantora vai entrar em estúdio para gravar um novo disco em Julho.

FONTE: TV Guia

Rock In Rio já mexe

São 5 dias, 21 bandas, 20 DJ e 33 sons em português. O festival de 2008 está a chegar.

  A um mês do primeiro dia de festa, o Rock In Rio Lisboa prepara-se para uma jornada em grande. São 21 os artistas que vão encher a zona da Bela Vista, em Lisboa, de música de todos os géneros. E os que apreciarem outro tipo de animação podem ainda deixar-se dançar noite fora na tenda electrónica (visitada por Carl Cox, Paul Van Dyk, DJ Vibe e David Morales) ou deleitar-se com outros sons no palco Sunset, onde vão brilhar alianças inusitadas como Sam The Kid com Kool Hipnoise, Tim com Jorge Palma ou Sara Tavares com os Expensive Soul. Os bilhetes custam 53 euros por dia e dão direito ainda a muitas actividades radicais e até um passeio numa roda gigante.

Maio

Maio

Junho

Junho

Junho

Sexta, 30

Sábado, 31

Domingo, 1

Quinta, 5

Sexta, 6

  Skank Tokio Hotel Moonspell Orishas
Ivete Sangalo Alanis Morissette Xutos & Pontapés Apocalyptica Kaiser Chiefs
Amy Winehouse Alejandro Sanz Joss Stone Machine Head Muse
Lenny Kravitz Bon Jovi Rod Stewart Metallica The Offspring
        Linkin Park

CURIOSIDADES:

  • Alanis Morissette estreia novo CD em Portugal
    A canadiana Alanis Morisstte vem apresentar a Portugal o seu novo CD, Flavors Of Entanglement, que contém 11 novas canções, entre elas o fabuloso Underneath, que já está a rodar na MTV. Dia 2 de Junho, o longa-duração chega às lojas.
  • Bill Kaulitz recuperado
    Os meninos alemães que deixaram as adolescentes lavadas em lágrimas, quando cancelaram o seu último espectáculo em Portugal, devido a problemas na voz de Bill Kaulitz, o vocalista dos Tokio Hotel, já prometeram estar em forma quando, dia 1 de Junho, subirem ao palco principal do Rock In Rio.
  • Amy Winehouse, todos a querem ajudar
    Portugal ainda não acredita que Amy Winehouse chegue ao palco sóbria. Existem mesmo sites que apostam que, à última, a cantora vai cancelar o espectáculo. Porém, em Inglaterra, a cantora de Rehab já fez saber que está mais do que pronta para o concerto… e, se tudo falhar, Bryan Adams, Kate Moss e mais uma série de celebridades estão prontos para ajudá-la…

NÃO PODEMOS PERDER:

  • Clã – aliados novos
    Os brasileiros Pato Fu são os convidados dos Clã para o concerto que encerra o Sunset Rock in Rio, a 6 de Junho, último dia do evento.
  • Xutos & Pontapés – pela terceira vez
    A banda pisa o palco principal, pela terceira vez, do Rock In Rio a 1 de Junho. Depois Zé Pedro põe a música na tenda electrónica a 5 de Junho.
  • 4Taste – no palco mundo
    Os quatro rapazes e as Just Girls abrem o Dia da Criança (1 de Junho) no palco principal às 17:00. Um dia com agenda para os mais pequenos.

FONTE: TV Guia

It’s Called The Music Business – Using viral marketing (Shawn Harris – The Matches)

CHALLENGE: Become wildly famous.

OUR SOLUTION: Promote your band in a way that sets you apart from the rest.

OUTCOME: Shit, I’ll let you know how it goes. My band have used guerilla tactics to gain notoriety in the past, and you’re permitted to steal, appropriate or perhaps avoid them. Caution: in music promotion, once a idea works, it might not work the same way again. That means you’ve gotta stay on your toes and off the treadmills for video dance routines.

  1. CHALLENGE: Fliers into pockets, not onto sidewalks.

Handing out fliers is fine, but without anything extra to lure your audience, all your labor will be for naught.

OUR SOLUTION: “Commotion Promotion”. All you need are acoustic guitars, a few short-worthy tunes and any public exodus. Playing in or around coffee shops, mails, music stores and on college and high school campuses just as classes end gives you an automatic audience.The goal is not so much to sound incredible, but to start making the band name ring around town.

OUTCOME: Sold-out local shows and parents out off our backs about enrolling in junior college next semester. To this day, as a nod to our diehards, we often play a song or two in the parking lot after the show.

  1. CHALLENGE: Get noticed by bigwigs.

It’s tricky getting the right (important) people to notice you.

OUR SOLUTION: Persistence and creativity. In 2004, the father of Warped Tour Kevin Lyman, his booking agent and Smartpunk.com (who had a stage on the tour) all received personalized paintings I made depicting The Matches bent and groveling at their respective feet. The next year, our bassist Justin [San Souci] and I animated a frame-by-frame short that led to them deciding to book us. By 2007, we had to send them restraining orders stating: “Yes, we will do the upcoming Warped Tour. But stop stalking us and bribing our mothers with luxury cars and live-in chefs.”

OUTCOME: Three of the last four years, we were booked on Warped. All it took was a little ingenuity and a lot of paint.

  1. CHALLENGE: Hey, DJ, spin my record.

Radio stations don’t know you from Nickelback.

OUR SOLUTION: E-mails with attached personalized drawings for nearly 100 college radio DJs depicting a member of our band standing before a hill of severed human eras with the message: “Thanks for giving us the ears of St. Louis.”

OUTCOME: Airplay, prolonged rotations and support in an otherwise flash-in-the-pan market.

  1. CHALLENGE: No space on MySpace.

You send out MySpace bulletins? Great. In the last minute, so did 247,739 other bands.

OUR SOLUTION: A little human touch. Interact personally with your fans and street team not just on the site, but in “real” life, too. A quick phone call to street-teamers, and somehow there is tangible proof of genuine engagement.

OUTCOME: Fans and friends promote you on their friends lists and message boards every day at no cost, doing the same word-of-mouth marketing that majors labels pay thousands to marketing companies to manufacture. Welcome to hype. Your barf bag is stowed in the seat-back currently compacting your femur into your pelvis.

Alternative Press #227 (June 2007)